2.11.2006
Óh gente...
"Há cerca de um ano, o padre Nuno Serras Pereira chamou a atenção com a publicação de um anúncio explicando que se recusava a dar a comunhão a quem utilizasse métodos contraceptivos. Também defendeu que o aborto é pior que a pedofilia. Esta sexta-feira, em entrevista ao semanário Independente o religioso vai ainda mais longe.
A primeira tentativa de casamento homossexual em Portugal é o tema de arranque da entrevista ao Independente e que leva o pároco a dizer que «não é possível haver casamento entre duas pessoas do mesmo sexo», uma vez que «o matrimónio exige capacidade reprodutiva». E acrescenta que «a homossexualidade é uma doença», «uma neurose», que pode ser tratada com terapia.
Diz ainda Nuno Serras Pereira que os homossexuais vivem menos tempo e são mais propensos à pedofilia. Aos sexólogos que não partilham da sua visão do assunto, diz que estão «mal informados».
Na entrevista ao Independente é referido ainda o facto de o padre franciscano ter sido condenado por difamação, há cerca de três meses, por ter apelidado a Associação para o Planeamento da família de «organização serial killer». E o clérigo esclarece: «Confirmo o que escrevi». A justificação é simples: «Serial killer é alguém que matou várias pessoas» e a organização, «só nos Estados Unidos, matou milhões de pessoas ainda não nascidas».
Com a entrevista focada no tema do aborto, o padre Nuno Serras Pereira volta a declarar que «matar uma criança é mais grave do que abusar dela». Sobre a decisão da ministra da Educação de fornecer preservativos aos alunos nas escolas secundárias, o franciscano responde que «promover a utilização do preservativo é de uma enorme irresponsabilidade». E vai mais longe ao afirmar que «o Estado não tem o direito de interferir na sexualidade das crianças» e ao defender que as aulas de educação sexual vão perverter os alunos, uma vez que «qualquer relação sexual que não seja dirigida à procriação é uma perversão».
O anúncio que publicou negando-se a dar a comunhão a quem utilizasse métodos contraceptivos volta à baila na entrevista e o clérigo responde: «Não disse que me recusava. Disse que em virtude do que está no Código de Direito Canónico estou impedido de dar a sagrada comunhão a quem não respeite os Mandamentos, a quem promove a morte de seres humanos inocentes».
Quando confrontado com o facto de muitos sacerdotes terem condenado a sua posição e afirmado que tinha feito uma interpretação abusiva do Código de Direito Canónico, o padre não tem papas na língua: «Temos de compreender a ignorância dos outros»."
In Portugal Diário
(Crédito ao Código da Vivência, pelo link.)
Estou aparvalhada!
Ensinaram-me a respeitar as concepções diferentes das minhas e por isso, tento respeitar esta, agora, compreendê-la, nunca, é-me impossível.
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5 comentários:
Eu também não queria... :S * É triste, eu sei. []
sinceramente, tenho muitas, mesmo muitas dificuldades em respeitar concepções desta natureza.
De resto apenas diria que "quanto menor é o nível, maior é o interesse" por isso é que ainda há jornais que dão voz a esta horrivel criatura.
espero que esteja tudo nos conformes...
Muito sinceramente... o homem deve ter perdido os parafusos todos q tinha na cabeça, e os neurónios dele morreram todos. Não funciona bem. Não dá para acreditar. Beijinhos
Há que respeitar a estupidez de senhores como esse. certamente que quando morrer, terá um lugar no céu, precisamente ao lado de quem hoje fala tanto mal. Só aí poderá ver que ele não mais do que ninguém!
Enfim... Vidas tristes.
bjokas *
Mikas, orbigado pela visita. :) Volta sempre. * & quanto ao resto... enfim, custa mesmo acreditar.
Cakau, estupidez... óh estupidez.
* Beijinho
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