Língua gestual? Já alguém se interrogou verdadeiramente sobre isto? Não? Pois bem, eu até há bem poucos dias pensava que sim, mas afinal, também, não.
Uma sociedade verdadeiramente justa tem de saber integrar bem todos os que dela fazem parte, mesmo que estes sejam portadores de algumas diferenças em relação ao comum. A consciência desta realidade tem levado muitas pessoas a interessarem-se por conhecer diversos meios que ajudem à inclusão social, nomeadamente no que diz respeito à aprendizagem de língua gestual (não linguagem gestual como todos dizem).
A língua gestual (tem regras muito definidas, tendo mesmo uma gramática e dicionários próprios) não é universal, mas depende da cultura de quem a expressa. Assim, há uma multiplicidade de línguas gestuais, entre as quais a Língua Gestual Portuguesa (LGP). A LGP é a forma de comunicar que os surdos (não existem surdos-mudos, apenas surdos e isto evidencia uma mudez natural por estes não conseguirem ouvir a sua voz quando se tentam expressar) portugueses utilizam, e é uma língua visual que se baseia nos movimentos, orientação das mãos e na expressão facial das pessoas que comunicam através dela. É impossível usar a língua portuguesa oral e gestual ao mesmo tempo, porque têm gramáticas diferentes.
Na teoria sabemos que o indíviduo que detenha diferenças a nível visual, motor, audível ou afins, cria em si novas capacidades e desenvolve sentidos que numa situação normal não aconteceria, não fugindo à regra a língua gestual é algo sensível, cuidadoso e preciso.
Na Quinta-Feira tive oportunidade de estar presente num mini-workshop de Língua Gestual e sinto-me enriquecida por isso. Comunicar é algo grandioso que não deve ser negado, mas sim respeitado e tido em conta. Saber que posso dar dez dedos de conversa (literalmente) com alguém que seja portador de uma diferença audível tranquiliza-me.
2 comentários:
Gestos esses que por vezes conseguem dizer mais do que palavras.
Enriqueceste, sem dúvida.
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Já tive quase a fazer um curso de linguagem gestual, mas depois, já não me lembro porquê, não fui. É algo que me fascina...
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