4.14.2007

Texto de encontro.

«Há que acreditar. O simples facto de acharmos possível conduz-nos ao esforço de tentativa. E a tentativa não é mais do que o chegar bem perto do sonho. Tocar-lhe. Sim, é difícil agarrá-lo. Mas pelo menos sabemos que ele está lá, que nos é possível. E continuamos a acreditar. Chega um dia em que decidimos desistir. Agarramo-nos bruscamente ao passado, a sonhos perdidos, aos restos do que desabou. Gritamos ao mundo porquês sem retorno, cobramos a tudo e a todos a nossa dor interior. Somos infelizes? O que é a felicidade? Cada vez mais penso que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Na imperfeição da minha vida tenho sido feliz. (...) Ser capaz de enfrentar um obstáculo, ser capaz de estender a mão, de tentar perceber o que sente o outro ser humano, ser capaz de procurar uma saída, é ser feliz. Porque afinal, quem deixou de acreditar, acredita que é possível acreditar. E isso dá-nos um grande presente. Carácter. Não desejo mais. Apenas acredito que isso me trará o resto. Não acreditas no destino? O que hoje parecem laços perdidos, um dia são laços mais fortes ainda. Isso conforta não é? (...)»
Mariana Lopes

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