6.24.2007

E a SERENATA, já foi...

Já passou a noite que deu trabalho e orgulho. Nunca pensei que me tivesse dado tanto gozo e que me sentisse tão orgulhosa daquele grupo de pessoas. Um bem-haja, sincero e agradecido, a quem trabalhou arduamente para que a noite de ontem tivesse corrido bem; Os mais rigorosos, atentos e experientes, dizem que ficou a faltar muita coisa e que houveram outras que estiveram a mais, contudo, tudo isto é um processo evolutivo! E é por isso que espero que este evento pioneiro se repita daqui para a frente, de preferência, com os ajustes necessários para se tornar ainda melhor.
Eventos como o de ontem fazem falta, aliás, mais falta ainda, numa escola rotulada de pouco cultural. Ontem, Esgueira provou que há espírito, vontade, talento e capacidade para se ir mais além e que de facto um aluno, independentemente, da sua origem, idade, perfil, bom aproveitamento, ou não, na pauta... pode ser o que quiser no palco da sua vida. Foi muito bom! Simples, humilde, mas carismático. ... E tudo isto me levou a pensar... A fazer um rewind a estes três anos na Jaime Magalhães Lima. Este, suposto, último ano surpreendeu-me tão positivamente que conseguiu contrabalançar com os dois primeiros, tão deprimentes e desgastantes. Em tempo de futuro aberto, há muito para pensar, muitos objectivos por cumprir, muita vontade que ficou por concluir, mas sobretudo um ou outro ensinamento. Por isso, anoto: - Um lugar é feito de pessoas e são elas que geram o que dali se pode levar; Por isso mesmo, este ano como membro da associação de estudantes, deu-me muito, aliás, talvez me tenha dado mais do que eu lhe ofereci. O facto de me levar até às pessoas ajudou imenso a tornar um lugar chato, frio, impessoal e sem história, num cantinho que aos poucos até dava gosto estar. - Os anos amadurecem as pessoas e nós devemos estar atentas para perceber isso. Três anos depois, já consigo gostar do grupo que me acompanhou. São pessoas difíceis, diferentes, teimosas e por vezes nada flexíveis, até aqui consumiam-me a paciência, deixavam-me numa falta de sossego... Mas este ano, com mais ou menos patetice e teimosia, conseguiram arrancar-me sorrisos nos intervalos passados em conjunto e fazer-me confiar, nem que por breve momentos. Sinto que cresci, com os meus e os erros dos outros e agora que se chega ao fim deste ciclo, com coisas por terminar, chatices e preocupações pelo meio e com um desfecho ainda em aberto... Estou de coração cheio, porque independentemente de tudo, já aprendi que o estudante para além de aluno de uma escola é uma pessoa... e que há valores que se sobrepõem, sempre.

2 comentários:

Mariana disse...

Chega aquela altura em que tudo nos invade o pensamento, não é verdade?

Faz parte.

*

JMO disse...

http://aveirolx.blogspot.com/2007/06/s-minhas-ltimas-5-leituras.html tenho lá um pedido para satisfazer :)