«Há tristezas que a cerveja não afoga… e é nessas que eu me embebedo agora. Ultrapassa a minha compreensão entender o real porquê das coisas e perceber porque o caminho nunca se faz em linha recta. Para aprendermos mais no caminho, dirão uns. Porque a isso estamos condenados, dirão outros. Eu não sei. Não sei mesmo. E do pouco que sei, vos direi que há curvas muito difíceis de ultrapassar. Há pedidos de desculpa, que nunca soam suficientemente verdadeiros. Há obrigados que ficam sempre aquém do que seria de esperar. Há missões condenadas ao infortúnio. No final dessas curvas, e só Deus sabe quantas eu já não fiz, o caminho torna-se enganadoramente recto, como que, aliciando-nos a prosseguir… a avançar… dando-nos esperanças que nos virá a roubar um dia mais tarde. E a essas eu também as tenho tido. E igualmente as tenho perdido.
Contudo cheguei aqui, não cheguei?»
(Adoraria nomear um autor, mas não o sei.)
E a vida é isto mesmo: constantes lutas em torno de nós próprios; tombos; desilusões; recuperações; momentos em que tocamos a felicidade; momentos em que conquistamos as nossas pequenas vitórias e outros em que nos defrontamos com as nossas limitações. E em tudo isto, o que nos move é o alento de não ter outro lema de vida, para além do não saber baixar os braços.
2 comentários:
=') * Valha-nos também saber rir do infortúnio!
Gostei do texto... gostava de te poder dizer qualquer coisa, mas só acho uma única frase "that's the life my friend". Ou "My dear friend vivendo e aprendendo". Um beijo gordo para o começo da semana.
Uma nota: às vezes esses pensamentos, essas reflexões, essas mágoas acerca de determinadas atitudes de outros resolvem-se falando com os protagonistas das mesmas acções. As desilusões fazem parte da vida e por isso devem ser conversadas.
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