1.10.2010

Au revoir, Paris.

Há um ano, por volta desta hora, estava na cidade das luzes enrolada num edredão de penas, a olhar pela janela do hotel a sua beleza mágica realçada num céu noir. Chorava baixinho o que me ia na alma e pedia vezes sem conta à Marta: "Não vamos voltar". Na altura falava a cobardia por mim e ela deitava-a abaixo, dizendo: "Vamos, sim! Tens de enfrentar, seja lá o que for de frente. Agora sai daí e vê se dormes, amanhã o voo é muito cedo!" Hoje, não tenho Paris para vislumbrar, nem um edredão de penas para me enrolar, nem a Marta para me pôr na linha, mas choro baixinho o que me vai na alma e peço a mim mesma muitas vezes: "Volta, Susana! Volta!". Entretanto, parece que vejo uma tela de cinema abrir-se à minha frente a passar imagens do que foi a minha vida desde esse dia, posso fechar os olhos que as continuo a ver e ainda que não tenha nenhum som a fazer-se sentir dentro do quarto, parece que o meu cérebro reproduz uma melodia que não identifico, mas que me prende.

2 comentários:

Dona Ju disse...

Olá ;)
Por vezes a vida faz-nos sentir assim mesmo, parece que mudar de ares por vezes é o melhor, mas a Marta (para não variar) tem razão ;)

Agora vou eu a Paris ;)

Sweet About Me disse...

Olhem eu não vou a lado nenhum... mas sinto exactamente o mesmo que tu. Pena que a vista do meu quarto não seja mágica! *